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Samarco integra a sustentabilidade à estratégia para responder aos desafios da mineração

Colaborar com a descarbonização da indústria siderúrgica é um dos objetivos da companhia. NITRO Histórias Visuais/Samarco Abreviatura do inglês environmental, s...

Samarco integra a sustentabilidade à estratégia para responder aos desafios da mineração
Samarco integra a sustentabilidade à estratégia para responder aos desafios da mineração (Foto: Reprodução)


Colaborar com a descarbonização da indústria siderúrgica é um dos objetivos da companhia. NITRO Histórias Visuais/Samarco Abreviatura do inglês environmental, social and governance (ambiental, social e governança), o termo ESG já foi tratado como tendência. Hoje, diante dos desafios do planeta, a adoção de práticas sustentáveis e éticas é uma exigência do mercado. Na cadeia global do aço, a descarbonização é parte dessa responsabilidade e tem ganhado relevância na estratégia das empresas que buscam uma mineração diferente. No Brasil, a mineradora Samarco tem avançado na resposta aos desafios atuais, orientada pela sustentabilidade. Com mudanças cada vez mais profundas em todos os pilares, a empresa busca avançar de forma sustentável, gerando valor para o negócio e para a sociedade O presidente da companhia, Rodrigo Vilela, resume bem a estratégia: na mineradora, a sustentabilidade não é uma agenda paralela. O Programa Estratégico de Sustentabilidade da empresa está conectado ao seu Mapa Estratégico e, como tal, orienta a tomada de decisões, a gestão de riscos, o acesso a mercados e a confiança de quem se relaciona com a operação. “A Samarco mantém uma agenda estruturada de eficiência energética, ampliação do uso de fontes renováveis e gestão responsável da água, buscando reduzir continuamente a intensidade ambiental de suas operações. A lógica é utilizar menos recursos, recircular cada vez mais água, ampliar o uso de energia renovável e, ao mesmo tempo, contribuir efetivamente para a recuperação e melhoria ambiental dos territórios e das bacias hidrográficas onde atuamos”, explica o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela. Produtora de pelotas e finos de minério de ferro, matéria-prima para a produção de aço, a mineradora abastece clientes globais com uma alternativa que já tem um diferencial ambiental: na cadeia siderúrgica, a pelotização apresenta potencial de redução superior a 45% nas emissões de CO₂ em relação à sinterização (processo concorrente na etapa de aglomeração do minério de ferro nos altos-fornos, que transforma finos de minério de ferro em um bloco poroso chamado sínter). Além disso, a pelota desenvolvida pela companhia contribui para a redução de carbono no processo por ser produzida com insumos como carvão vegetal (combustível renovável) e coprodutos de mármore, transformando o resíduo da indústria capixaba de pedras ornamentais em matéria-prima. Para chegar ao resultado, há uma longa operação, integrada entre Minas Gerais e Espírito Santo. O caminho inclui mineração, beneficiamento, pelotização, transporte por minerodutos e embarque portuário. Essa estrutura permite à empresa entregar produtos de alto valor agregado em um mercado que, além de exigir competitividade e eficiência produtiva, demanda cada vez mais descarbonização. Empresa deixou de usar barragens de rejeito nas operações. NITRO Histórias Visuais/Samarco Soluções combinadas para reduzir emissões Com quase 50 anos de atuação, a Samarco tem mantido a busca por novas soluções após a retomada operacional - a companhia reiniciou as atividades de forma gradual em 2020, cinco anos após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), e prevê chegar a 100% da capacidade produtiva a partir de 2028. Os investimentos em inovação acompanham mudanças estruturais, como novas formas de disposição de rejeitos, sem o uso de barragens; reforço dos sistemas de segurança e iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos territórios onde atua. Entre os exemplos, estão a matriz elétrica inteiramente renovável, com uso de energia eólica, uma iniciativa recente que será responsável por suprir cerca de 30% do consumo elétrico da empresa; a utilização do mineroduto como uma solução logística de baixa emissão de carbono, e o reaproveitamento de quase 90% da água usada no processo produtivo. Na operação, a filtragem e o empilhamento a seco de rejeitos contribuem para a taxa de recuperação e a recirculação de água no processo. “Hoje, a Samarco apresenta uma taxa global de recirculação de água próxima de 90%, chegando a praticamente 100% no Complexo de Ubu e a aproximadamente 84% em Germano. Isso reduz de forma significativa a necessidade de captação de água nova e aumenta a eficiência hídrica da operação. Mas nossa visão vai além de simplesmente reduzir o consumo. Temos o compromisso de devolver a água ao meio ambiente em condições melhores do que aquelas em que a recebemos, e os resultados das análises de qualidade da água vêm demonstrando a efetividade desse trabalho. O objetivo é contribuir para a melhoria da própria bacia hidrográfica onde estamos inseridos”, diz o presidente da Samarco. [FM1.1]Após filtragem, água é armazenada para tratamento. NITRO Histórias Visuais/Samarco Para reduzir impactos, preservar recursos naturais e maximizar a circularidade na mineração, a companhia ainda amplia o aproveitamento de rejeitos e estéreis em diferentes frentes. Até julho de 2026, cerca de 29 milhões de toneladas de rejeito arenoso foram aproveitadas, equivalentes a 67% do volume gerado desde a retomada. O índice chega a 96% considerando apenas 2026. A estratégia é orientada por referências internacionais que vão além dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entram na lista os Princípios do Pacto Global das Nações Unidas; Princípios do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) e Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (GISTM); Carta de Compromisso 25 à Sociedade - Agenda ESG da Mineração (Ibram) e Rumo à Mineração Sustentável (TSM), compromisso da Mining Association of Canada (MAC). Reparação como compromisso e aprendizado Paralelamente às transformações nas operações, a mineradora cumpre as ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, que estabelece as diretrizes para a conclusão da reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão. Os compromissos envolvem indenizações, novos distritos, recuperação ambiental, compensações e iniciativas de apoio aos territórios atingidos, com valor global de R$ 170 bilhões, somando compromissos já executados e novas obrigações. Um dos avanços diz respeito à frente indenizatória: 646,7 mil pessoas receberam indenizações ou auxílios financeiros até agosto de 2026, sendo que 355,1 mil delas receberam R$ 18,4 bilhões nos últimos dois anos, após a assinatura do Novo Acordo do Rio Doce. Somente no Programa Indenizatório Definitivo (PID), mais de 319,2 mil pessoas foram contempladas, com cerca de R$ 11,7 bilhões em pagamentos até agosto de 2026. Em agosto, novos municípios aderiram ao Novo Acordo do Rio Doce e terão acesso a cerca de R$ 2,6 bilhões destinados a políticas públicas de reparação e compensação. Com isso, o Novo Acordo passa a abranger 45 dos 49 municípios elegíveis. No site da Samarco é possível acompanhar os avanços na reparação e consultar informações sobre o Programa Estratégico de Sustentabilidade 2023-2032 (PES).

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