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Irmã chama de ‘herói’ locutor que morreu ao tentar salvar filho em acidente no Rio Javaés

Danilo Silva Ramos, de 3 anos, e Alberlei Araújo da Silva, de 41 anos Uderli Paulo/Dyogo Teles/Arquivo pessoal A morte de Araújo da Silva, de 41 anos, mobili...

Irmã chama de ‘herói’ locutor que morreu ao tentar salvar filho em acidente no Rio Javaés
Irmã chama de ‘herói’ locutor que morreu ao tentar salvar filho em acidente no Rio Javaés (Foto: Reprodução)

Danilo Silva Ramos, de 3 anos, e Alberlei Araújo da Silva, de 41 anos Uderli Paulo/Dyogo Teles/Arquivo pessoal A morte de Araújo da Silva, de 41 anos, mobilizou familiares e amigos após o acidente com canoa no Rio Javaés, no Tocantins. Em entrevista, a irmã dele, Doralice Araujo da Silva Paula, de 40 anos, descreve o locutor como herói e relembra a relação de pai e filho que ele construiu com o menino que tentou salvar. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo Doralice, Alberlei Araújo carregava um jeito extrovertido e uma alegria que marcava quem convivia com ele. Brincalhão, fazia amizades com facilidade e mantinha presença constante na rotina da família. “Ele era a alegria da casa, iluminava qualquer ambiente”, conta. A relação com o menino tinha base em afeto e convivência desde os primeiros anos de vida. De acordo com a irmã, Alberlei assumiu o papel de pai ainda na infância da criança, construindo um vínculo de proximidade, cuidado e admiração. “Era uma relação de pai e filho. Ele acolheu desde bebê, criou com amor, e o menino chamava ele de pai”, relata Doralice. No dia do acidente, Alberlei seguia para a casa de uma tia, em um trajeto próximo de onde morava. A rotina comum acabou interrompida pela tragédia que marcou a família. Além da atuação como locutor de eventos, ele também trabalhava como empresário no setor agropecuário e mantinha uma academia de boxe, MMA e treinamento funcional em Sandolândia. Apaixonado por esportes, transformou a prática em profissão e inspirava outras pessoas com disciplina e dedicação. Mesmo com a rotina intensa, fazia questão de manter proximidade com os familiares. Nos fins de semana, costumava visitar a Ilha do Bananal, onde nasceu, para estar ao lado dos pais e irmãos. A família agora tenta lidar com a perda. “Estamos sobrevivendo e buscando forças uns nos outros. Tudo lembra ele”, afirma a irmã. Alberlei deixa duas filhas e dois irmãos. Para Doralice, a definição resume o sentimento de quem convivia com ele. “Herói, guerreiro, alegria, força, coragem e amor”, diz.

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