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Como ler os rótulos de vinhos italianos

Os vinhos italianos se destacam pela qualidade e por isso estão entre os mais apreciados pelos brasileiros. Amarone, Barolo, Brunello di Montalcino não são a...

Como ler os rótulos de vinhos italianos
Como ler os rótulos de vinhos italianos (Foto: Reprodução)

Os vinhos italianos se destacam pela qualidade e por isso estão entre os mais apreciados pelos brasileiros. Amarone, Barolo, Brunello di Montalcino não são apenas vinhos, mas ícones que fazem a fama do país. Sem falar em Chianti, Valpolicella, Prosecco, Primitivo de Manduria, e muitos outros. Num universo tão amplo, porém, é fácil se confundir. A seguir, você entende o significado dos principais termos que podem ser encontrados nas etiquetas. Vinhos da Itália X Vinhos do Novo Mundo Ao contrário dos vinhos do Novo Mundo, nos italianos você dificilmente encontrará na etiqueta informações sobre as uvas utilizadas – se constar, estará no contrarrótulo. Nos vinhos argentinos, chilenos e uruguaios, só para citar alguns países, o nome da variedade – como Malbec, Carménère e Tannat – é sempre destaque, já nos italianos as informações mais importantes costumam ser a região de produção (ex. Barolo) e o nome da vinícola (ex. Michele Chiarlo). Chianti é uma sub-região da Toscana que indica também um estilo de vinho. Divulgação. Por exemplo, numa garrafa de Chianti não é especificada a uva utilizada, pois a denominação de origem geográfica tem precedência sobre a casta. Chianti é um vinho territorial produzido principalmente com a Sangiovese (no mínimo 70-80%) e esta informação pode, eventualmente, ser encontrada no contrarrótulo. Às vezes, contudo, a uva pode estar indicada, como no caso do Montepulciano d’Abruzzo, expressão que revela a variedade (Montepulciano) e a origem (região do Abruzzo), e do Barbera d’Asti (uva Barbera produzida na cidade de Asti, no Piemonte, na Itália). Como interpretar os rótulos dos vinhos italianos Veja a seguir alguns termos que você encontra nas etiquetas dos vinhos italianos e o significado de cada um. DOCG, DOC, IGT e Vino da Tavola: essas siglas indicam a classificação do vinho italiano, organizadas com base na qualidade e na rigidez das normas de produção. No topo da pirâmide estão os vinhos DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida), com rigoroso controle de qualidade; logo abaixo, estão os vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada), com normais menos rígidas; no terceiro degrau, aparecem os vinhos IGT (Indicação Geográfica Típica), que podem ser produzidos com maior liberdade. Brunello di Montalcino, Barolo e Chianti Classico são vinhos DOCG. Já Montepulciano d’Abruzzo e Valpolicella são vinhos DOC. Montepulciano d’Abruzzo indica a uva tinta e a região de produção. Divulgação. Por terem regras mais brandas, os vinhos IGT dão mais liberdade ao enólogo. Portanto não se engane, eles podem ter altíssima qualidade: um exemplo são os famosos supertoscanos que podem custar milhares de reais. Por último, existe a classificação Vino da Tavola, ou Vinho de Mesa, rótulos elaborados sem exigências rigorosas de uva, região ou safra. - Annata: palavra italiana que indica a safra do vinho. - Classico: se refere ao vinho produzido na primeira porção de área demarcada de determinada região. Muitas regiões demarcadas sugiram ao redor de um núcleo originário (chamado de clássico), porém, ao longo do tempo foram se ampliando para englobar novas áreas de plantio. No Chianti, por exemplo, além do Chianti Classico há outras sete sub-regiões, entre elas a Chianti Colli Senesi, que compreende a área ao redor da cidade de Siena. O mesmo ocorre na região da Valpolicella. - Imbottigliato all’origine (engarrafado na origem): quer dizer que as uvas são da própria vinícola e não foram compradas de um terceiro produtor. Em linha geral, isso indica uma qualidade superior do vinho. - Nome da vinícola: termos como Tenuta (propriedade), Azienda (empresa), Castello (castelo), Cascina (casa de campo), Cantina (vinícola), Fattoria (fazenda), Poggio (pequeno morro) e Vigneto (vinhedo) são comuns nos rótulos dos vinhos italianos. - Riserva: é um termo usado para vinhos que passam por envelhecimento mais prolongado do que a versão base do mesmo vinho. O período varia dependendo da região. O Barolo Riserva, por exemplo, precisa de pelo menos de 62 meses de amadurecimento; já o Brunello di Montalcino Riserva deve envelhecer no mínimo 6 anos. A versão Riserva de um vinho é considerada mais nobre do que a versão base, pois o amadurecimento contribui para a evolução da bebida ao agregar mais complexidade, taninos mais macios e um corpo mais redondo. E, consequentemente, o preço também sobe. - Superiore: apenas vinhos DOCG e DOC podem ter a indicação Superiore no rótulo. O termo indica um vinho com teor alcóolico maior e qualidade superior do que a versão base da mesma bebida. Onde comprar vinhos italianos Se você é pessoa física, o e-commerce da Grande Adega é perfeito para adquirir os melhores rótulos das regiões vitivinícolas mais importantes da Itália. Se você é pessoa jurídica, a importadora Porto a Porto tem uma curadoria de vinhos italianos das principais regiões produtoras da Bota e um esquema logístico complexo e eficiente para atender supermercados, lojas, restaurantes e bares em todo o Brasil. Acesse o portal B2B e conheça o portfólio completo! BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

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