Colômbia vai às urnas na eleição mais violenta em décadas
Colômbia vai às urnas na eleição mais violenta em décadas Reprodução Cerca de 41 milhões de eleitores deverão escolher o sucessor do presidente Gustavo...
Colômbia vai às urnas na eleição mais violenta em décadas Reprodução Cerca de 41 milhões de eleitores deverão escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro na eleição presidencial na Colômbia, que acontece em 31 de maio. Três candidatos disputam o pleito: Iván Cepeda, apoiado pelo Pacto Histórico (esquerda); Paloma Valencia, do Centro Democrático (direita); e Abelardo de la Espriella, advogado de extrema direita que faz sua estreia na cena política. Os candidatos escolheram a cidade de Barranquilla, a quarta mais populosa do país, para encerrar a campanha. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A campanha eleitoral que antecede o primeiro turno tornou-se a mais sangrenta da Colômbia em décadas. O período foi marcado pelo assassinato de um dos principais candidatos à presidência e por uma série de atentados a bomba no sul do país, deixando dezenas de mortos. Funcionários do Registro Nacional Eleitoral, órgão da justiça que auxilia as eleições, preparam o material para a votação deste domingo. Vale ressaltar que o país não permite a reeleição consecutiva. As pesquisas apontam os três candidatos citados como favoritos para suceder Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda eleito na Colômbia. A disputa é liderada pelo senador Iván Cepeda, do partido de esquerda e centro-esquerda Pacto Histórico, o mesmo de Petro. Cepeda fez campanha em tom de continuidade, defendendo ajustes no caminho progressista iniciado pelo atual presidente, de quem é aliado. O candidato se favorece da divisão da direita, que ocupa os demais lugares nas pesquisas. O segundo colocado, Abelardo de la Espriella, é advogado e empresário. Candidato pelo partido de viés nacionalista "Defensores de la Patria", Abelardo priorizou em sua campanha o combate à corrupção, a defesa da segurança e a livre iniciativa econômica. Em terceiro lugar está a senadora de direita Paloma Valencia, do partido Centro Democrático. Com um perfil considerado mais moderado, Paloma criticou o socialismo durante a campanha e defendeu a expansão das Forças Armadas para retomar a soberania do Estado em territórios dominados por facções criminosas. Ela é colega de partido de Miguel Uribe, pré-candidato à presidência que morreu no ano passado após sofrer um atentado em um comício. A violência atingiu níveis críticos nos últimos meses. Em abril, homens armados incendiaram vários carros em uma rodovia localizada em uma área de produção de drogas. Dias antes, na mesma região, uma explosão matou pelo menos 20 pessoas em outra estrada. Na última quinta-feira, véspera das eleições, duas facções dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) se enfrentaram na região amazônica, resultando em 52 mortos. Embora governo e FARC tenham anunciado um acordo de desarmamento em 2016, dez anos depois, as guerrilhas ainda se recusam a entregar as armas. No cenário internacional, o governo de Petro sofreu pressões dos Estados Unidos. Contudo, após uma série de ameaças, Donald Trump recebeu Gustavo Petro na Casa Branca em fevereiro, onde anunciaram uma colaboração para combater o narcotráfico. Caso nenhum candidato supere 50% dos votos neste domingo, a eleição será decidida em um segundo turno, agendado para o dia 21 de junho. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional