Integrantes do Icel recebem aula de dança no Ébanos

O Projeto Interação, Cultura, Esporte e Lazer (Icel) foi criado em julho de 2009 na Capela do Socorro, com o intuito de levar bem-estar e saúde para pessoas cadeirantes. A iniciativa partiu do também cadeirante, Paulo Scarpelli.

Em janeiro último, foi realizada a primeira aula de dança com os cadeirantes, relativa à parceria entre o Icel, o Estúdio Feme Bem-Estar, o CDC (Clube da Comunidade) Ébanos e a professora de dança Bete Aduke. Ela aconteceu na sede do Ébanos, em Cidade Dutra, região da Capela do Socorro.

“Essa é a importância de poder desenvolver o corpo e o entusiasmo. Às vezes eles estão desanimados com a vida e isso traz a consciência da expressão e da conexão que a dança e a arte tem”, explica a professora de dança sênior, Dani Assunção, do Estúdio Feme, acrescentando que houve muito interesse dos participantes nesta primeira aula, admitindo que existiu também uma dificuldade entre cadeirante e quem não é cadeirante, de se comunicarem na dança. “Mas dançar com cadeirantes sem desfazer da capacidade deles de ritmo, de conexão e alegria é uma via de mão dupla”, completou Dani.

Para os integrantes do Icel, a aula foi uma oportunidade única de colocar seus sentimentos na dança, como diz a cadeirante Marina da Silva Souza: “Foi maravilhoso. Eu tenho dificuldade em me expressar, não consigo, mas prá mim foi libertador esse momento. No começo achava meio difícil, mas agora vejo que consigo, e isso é muito bom”.

Para Ana Paula, integrante do Icel há 5 anos, “com essa aula conseguimos mostrar o sentimento de outra forma. Quando a gente sofre um acidente, aprendemos a ficar forte o tempo todo. Colocar esse sentimento prá fora é muito bom”. Ela revelou que não tinha movimento do tronco quando entrou no Icel, mas que o handball sobre cadeira de rodas do projeto a tem ajudado, assim como a ser mais comunicativa e até encontrar o amor de sua vida, outro membro do Icel.

“O que eu vi aqui hoje, são vários corpos que já dançam, o que precisam são só de técnicas para desenvolverem as movimentações. É tudo muito possível pela força e garra deles. Volto para casa enriquecida, foi um aprendizado”, afirmou Bete Aduke.

Atualmente o Icel possui dois locais para as suas atividades, o CDC Ébanos e o CEU (Centro Educacional Unificado) Cidade Dutra. O Ébanos adaptou áreas da sua estrutura para melhor atender os membros do projeto.

“Queremos trazer mais benefícios para eles, assim que adequarmos a quadra (piso muito rústico, dificulta a locomoção dos cadeirantes). Queremos trazer outras modalidades, como a do tênis, mas outra dificuldade que temos (além do pouco apoio financeiro) é de encontrar professores adequados que façam trabalho voluntário, o que é muito complicado”, explicou Neide Medeiros, da administração do Ébanos.

A próxima aula de dança será no dia 11 de fevereiro, à partir das 10h, na Sala Multiuso do CEU Cidade Dutra. Já as aulas de handball proporcionadas pelo Icel recomeçam no dia 18 de fevereiro, todos os domingos.

Aos interessados em participar do projeto, como integrante ou voluntário, pode entrar em contato através do Instagram @interacao.icel . 

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