As tragédias anunciadas causam grande comoção e solidariedade

Por Elsa Oliveira

Todo mundo que tem rede social acordou no último domingo com seus feeds repletos de notícias sobre a tragédia que aconteceu no litoral norte de São Paulo, onde no último fim de semana e que já vitimou,fatalmente, quase 50 pessoas, com tantos outros ainda desaparecidos.

Esse ano, essa tristeza aconteceu em São Paulo. Ano passado, em Petrópolis, e assim foi com Angra dos Reis, em 2022, em 2010, em 2009, em 2002. Há cerca de 50 anos, a mesma região de agora foi afetada por tragédia parecida, quando Caraguatatuba viu parte da Serra do Mar desabar e ceifar 450 vidas. Os ciclos se repetem.

Na tragédia desse ano, noticia-se que o fim de semana entrou para a história com o maior registro de volume de chuvas do Brasil: 682 milímetros em 24 horas. Mas fica a pergunta: se tivesse chovido menos, o risco seria menor? Nas outras tragédias que a gente vê acontecer ano a ano, o volume de chuvas não são menores, e ainda assim o rastro de destruição não é incalculável?

A cada ano vamos contabilizando os mortos, como se fossem apenas números. Mas todos esses números têm nome, sobrenome, são pai de alguém, mãe de alguém, filhos, amigos, irmãos… A curto prazo, autoridades anunciam medidas que podem amenizar (bem pouco) alguma situação pontual, a sociedade se mobiliza e arrecada mantimentos e itens de primeiros socorros, bombeiros mergulham na lama para dar alguma dignidade às vítimas e consolo às famílias, recuperando corpos que vão engrossar a estatística da tragédia.

Mas tudo isso, apesar de necessário no momento, só dura até que nasça o próximo sol, e que as praias voltem a ser o foco desses locais paradisíacos cujas encostas continuam sendo ocupadas de forma desordenada, cujo percentual de saneamento básico é praticamente zero e cujas políticas públicas ou não existem, ou não funcionam. Ricos, que a bem da verdade, também foram atingidos pela tragédia, viram suas casas de luxo, do alto de seus helicópteros, arrasadas. Vão ter que chegar em seus lares seguros e pensar em como contabilizar o prejuízo lá do litoral. Os pobres das encostas não tiveram as mesmas chances. Vão, com um pouco de sorte, se é que dá para usar essa palavra nesse contexto, conseguir localizar os corpos de seus entes queridos e dar-lhes um sepultamento. É nisso que estão pensando no momento. E em como vão reconstruir suas vidas.

Não dá mais para esperar o verão passar, recolher escombros, enterrar nossos mortos e tocar o barco. Ano que vem tem verão de novo. Nesse primeiro momento, a união das três esferas de governo para traçar estratégias de ajuda ao litoral tem se mostrado assertiva para o imediato pós-tragédia. Vamos ver como ela avança…

Até o fechamento desta coluna, recebemos a triste notícia da morte da familiar da nossa amiga e Diretora do Jornal Aline Barros. 

A prima dela Kerolen Pugliese, Paloma Pugliese e Luan estavam desde o dia 19/2, desaparecidos. Foram encontrados pela Defesa Civil e Bombeiros nesta manhã do dia 24, soterrados e grudados.

Eu e minha equipe nos solidarizamos com a Aline Barros e sua família! Nossos sinceros sentimentos!

 

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​Por Elsa Oliveira Todo mundo que tem rede social acordou no último domingo com seus feeds repletos de notícias sobre a tragédia que aconteceu no litoral norte de São Paulo, onde no último fim de semana e que já vitimou,fatalmente, quase 50 pessoas, com tantos outros ainda desaparecidos. Esse ano, essa tristeza aconteceu em São Paulo.
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